A Toyota apresentou oficialmente a nona geração da Hilux, picape que carrega quase 60 anos de história no mercado global. Com mais de 27 milhões de unidades comercializadas desde 1968, o modelo chega à sua nova fase apostando na eletrificação, inicialmente com um sistema híbrido-leve de 48 volts, além de planos para variantes elétricas e a hidrogênio até 2028.
A nova Hilux 2026 mantém suas dimensões consagradas: 5,32 metros de comprimento, 1,87 metro de altura e 3,09 metros de distância entre-eixos. A configuração padrão segue sendo a de cabine dupla. Em termos de capacidade, o modelo oferece carga útil entre 1.025 kg e 1.065 kg, com capacidade de reboque de até 3.500 kg para cargas freadas.
Design e mudanças estruturais
Visualmente, a picape adotou uma identidade mais angular. Na dianteira, os faróis estão mais afilados e a grade redesenhada exibe um padrão hexagonal. As rodas de liga leve, de 17 ou 18 polegadas, foram projetadas para serem mais leves, contribuindo para a redução de peso não suspenso. Para facilitar o uso cotidiano e profissional, a Toyota incorporou estribos laterais mais largos e degraus traseiros otimizados.
A capacidade off-road, ponto central da reputação da linha, continua robusta:
- Distância ao solo: 31 cm
- Ângulo de ataque: 29°
- Ângulo de saída: 24°
- Profundidade de submersão: 70 cm
Interior tecnológico e conforto aprimorado
O habitáculo da Hilux 2026 foi inspirado no Land Cruiser, elevando o padrão de acabamento. O painel agora conta com telas digitais de 12,3 polegadas tanto para o cluster de instrumentos quanto para o sistema de entretenimento, que permite personalização de temas. A conectividade inclui suporte a Apple CarPlay e Android Auto, além de um sistema de câmeras 360° com visão virtual do terreno.
O conforto foi priorizado com bancos redesenhados, maior densidade de acolchoamento e ajuste elétrico de 8 posições nas versões topo de linha. O console central foi ampliado para abrigar controles físicos de tração e ar-condicionado, mantendo a praticidade necessária para o uso fora de estrada.
Desempenho e comportamento dinâmico
Em testes realizados em terrenos acidentados na Bulgária, o conjunto mecânico demonstrou eficiência. O motor 2.8 turbodiesel, auxiliado pelo sistema híbrido-leve (que entrega 65 Nm adicionais de torque), apresenta força consistente em baixas rotações. Segundo nossa análise editorial, o gerenciamento eletrônico da tração 4×4, com seletores para modos como areia, lama e rochas, simplifica a transposição de obstáculos.
Embora a suspensão transmita algumas irregularidades em pisos pavimentados, o conjunto de molas helicoidais na dianteira e lâminas na traseira cumpre seu papel de suporte sob carga e em uso severo. A precisão da direção surpreende positivamente, oferecendo boa resposta mesmo em manobras rápidas.
Mercado: Expectativas para o Brasil
A nova geração da Hilux é um passo estratégico da Toyota para manter sua relevância no segmento de picapes. Enquanto o mercado global aguarda as versões mais disruptivas, o Brasil deve receber o modelo com a tecnologia híbrida-leve em 2027, com produção concentrada na fábrica da Argentina. A novidade chegará em um cenário de alta competitividade, onde marcas como a Toyota e suas rivais intensificam a eletrificação de seus utilitários.
Para quem acompanha o setor, vale observar como a concorrência responderá, especialmente após recentes movimentações no mercado, como visto quando a Geely alterou o panorama global de vendas. A Hilux, contudo, aposta na tradição e na robustez para se manter como referência.
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