A Hyundai iniciou uma mudança estratégica no mercado brasileiro com a chegada do novo Hyundai i20. Produzido em Piracicaba (SP), o hatch compacto estreia em sua nova geração com a missão de oferecer um patamar de refinamento superior ao do HB20, modelo que, embora mantenha bons números de vendas, enfrenta a concorrência crescente de SUVs e modelos eletrificados de marcas chinesas.
Em nossa análise editorial, o i20 se posiciona como um projeto global que prioriza a dinâmica e o espaço interno, elementos que o colocam em vantagem frente aos rivais de segmento, como Volkswagen Polo e Chevrolet Onix.
Evolução em dimensões e espaço
Ao comparar o i20 com o HB20, a diferença de projeto é evidente. O novo hatch apresenta dimensões mais generosas e um aproveitamento de cabine otimizado. O porta-malas de 346 litros supera a capacidade dos principais concorrentes diretos, consolidando o modelo como uma opção prática para o uso cotidiano.
Desempenho e eficiência
A versão avaliada, a topo de linha Ultimate, utiliza o motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta, que entrega 115 cv e 17,5 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de seis marchas. Embora a potência tenha sido ajustada para atender às normas de emissões, o desempenho surpreendeu positivamente nos testes práticos.
- Aceleração (0 a 100 km/h): 10,8 segundos (número superior aos 11,7s declarados pela fabricante).
- Consumo Urbano: 10,8 km/l (gasolina).
- Consumo Rodoviário: 16,2 km/l (gasolina).
O alcance rodoviário é um dos pontos altos do modelo. Com o tanque de 50 litros, a autonomia teórica próxima aos 810 km torna o hatch uma opção viável para viagens, mantendo fôlego em retomadas de 80 a 120 km/h em 7,4 segundos.
Tecnologia e refinamento dinâmico
O painel do i20 Ultimate conta com duas telas de 12,3 polegadas, que garantem conectividade com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. No entanto, o refinamento da suspensão e da direção é o que realmente separa o i20 do restante da linha compacta da marca. Com frenagem a disco nas quatro rodas e um ajuste firme de suspensão, o hatch demonstra estabilidade e previsibilidade.
Se você busca entender como a tecnologia está transformando a infraestrutura automotiva, vale conferir também como a Hyundai testa robôs autônomos para otimizar vagas em garagens, demonstrando o foco da marca em soluções globais.
Pontos de atenção: o acabamento interno
Nem tudo são flores. Com preço inicial de R$ 139.990, a utilização extensiva de plásticos rígidos na cabine é o principal ponto de crítica. Em um mercado onde novos competidores chegam com acabamentos mais refinados, a escolha da Hyundai por materiais simples pode ser um desafio para o consumidor que busca uma experiência premium.
O pacote de equipamentos, por outro lado, é robusto. O modelo traz:
- Controle de cruzeiro adaptativo.
- Frenagem autônoma de emergência.
- Alerta de ponto cego e tráfego cruzado.
- Freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold.
Comportamento comercial
O mercado brasileiro reagiu rápido. Em apenas dois meses, o i20 alcançou quase o mesmo volume de vendas do HB20. Enquanto o HB20 emplacou 3.037 unidades em julho, o i20 atingiu 2.668 unidades. A tendência indica que a Hyundai conseguiu oferecer um produto que atende a uma demanda por hatches mais maduros, sem abandonar a tradição dos botões físicos e da ergonomia focada no motorista.
Para quem ainda avalia outras opções dentro do portfólio da marca ou em segmentos adjacentes, entender o posicionamento de cada projeto é fundamental antes da compra.
Apareceu primeiro em: https://motor1.uol.com.br/reviews/804861/teste-hyundai-i20-ultimate-turbo/


