A dúvida entre optar por um veículo 100% elétrico ou um híbrido plug-in (PHEV) é cada vez mais comum no mercado automotivo brasileiro. Para entender como cada tecnologia se comporta em condições reais de uso rodoviário, colocamos as duas variantes do Geely EX5 à prova em um trajeto de 450 km entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
Plataforma compartilhada, propulsões distintas
Embora visualmente similares, os modelos compartilham a moderna plataforma GEA, projetada pela Geely para acomodar diferentes configurações mecânicas. Essa base comum garante que o espaço interno e o conforto dos ocupantes sejam equivalentes em ambas as versões, um ponto positivo para quem prioriza versatilidade.
| Característica | Geely EX5 EV | Geely EX5 EM-i |
|---|---|---|
| Comprimento | 4.615 mm | 4.740 mm |
| Entre-eixos | 2.750 mm | 2.755 mm |
| Largura | 1.901 mm | 1.905 mm |
| Altura | 1.670 mm | 1.685 mm |
| Porta-malas | 461 litros | 428 litros |
No quesito técnico, as diferenças são expressivas. O Geely EX5 EV utiliza um motor elétrico dianteiro de 218 cv e 32,6 kgfm de torque, alimentado por uma bateria LFP de 60,2 kWh. Já o EX5 EM-i (híbrido) combina um motor 1.5 aspirado com um motor elétrico, entregando um conjunto de 262 cv e 38,7 kgfm, com bateria de 29,8 kWh.
Desempenho em estrada
Para esta avaliação, seguimos o padrão de condução real: ar-condicionado ligado, ritmo de estrada e modo Eco com regeneração automática ativa. Antes da partida, o EX5 EV indicava 415 km de autonomia. O modelo híbrido, com tanque cheio e bateria carregada, prometia 168 km em modo puramente elétrico e 1.130 km no modo a combustão, totalizando impressionantes 1.298 km.
Durante o percurso, ambos se destacaram pela qualidade de rodagem. A suspensão bem calibrada e o isolamento acústico eficiente tornam o conjunto atraente para longas distâncias. O pacote tecnológico, que inclui assistentes de condução e espelhamento de smartphones sem fios, reduziu a fadiga ao volante.
Após 350 km, realizamos uma parada programada. O cenário foi o seguinte:
- Geely EX5 EV: Restavam 9% de carga (37 km de autonomia). O veículo foi conectado a um carregador de 60 kW durante 40 minutos de pausa, retornando com 280 km de alcance, o suficiente para concluir a viagem e circular pelo Rio de Janeiro sem preocupações.
- Geely EX5 EM-i: A bateria havia atingido o nível mínimo, restando ainda 802 km de autonomia via motor a combustão, dispensando qualquer parada em postos de recarga ou combustíveis.
Conclusão: qual escolher?
A experiência reforça que a escolha entre as tecnologias depende diretamente do perfil do proprietário. O Geely EX5 elétrico é uma excelente opção para quem possui infraestrutura de carga e o hábito de planejar rotas, aproveitando a crescente malha de carregadores ultrarrápidos no Brasil. Para quem deseja entender mais sobre o futuro dos eletrificados, recomendamos conferir nossa análise sobre o BYD Song Plus 2027, que segue linha similar de evolução.
Por outro lado, o híbrido plug-in destaca-se pela conveniência extrema. Ele oferece a possibilidade de uso urbano 100% elétrico no dia a dia, eliminando, contudo, a ansiedade de autonomia em viagens longas, já que o motor a combustão atua como uma rede de segurança infalível.
A liberdade de escolha entre combustíveis e energia elétrica é, sem dúvida, o ponto alto do mercado atual. Se você busca praticidade total para pegar a estrada a qualquer momento, o sistema híbrido ainda leva vantagem. Caso a sustentabilidade e a eficiência energética sejam suas prioridades principais, a versão EV entrega uma experiência de condução superior sem emissões locais.
Apareceu primeiro em: https://motor1.uol.com.br/reviews/800357/viagem-geely-ex5-hibrido-eletrico/


