A General Motors celebrou um marco histórico em sua operação brasileira: a fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, atingiu a marca de 5 milhões de veículos produzidos. O veículo que simbolizou o recorde foi um exemplar do novo SUV Sonic, na versão RS e cor Cinza Urbano.
Inaugurada em 20 de julho de 2000, a unidade gaúcha foi a primeira da marca fora do estado de São Paulo. Ao longo dos últimos 26 anos, a planta recebeu mais de R$ 6 bilhões em investimentos, passando por três grandes expansões que a transformaram em um dos complexos industriais mais modernos da companhia em escala global.
Evolução: do Celta ao SUV Sonic
A história da planta começou com o Projeto Arara Azul, que resultou no lançamento do compacto Celta. O modelo, que ocupou as linhas de montagem entre 2000 e 2015, foi fundamental para consolidar a presença da Chevrolet no segmento de entrada. Naquela época, o complexo já se diferenciava pelo modelo de condomínio industrial, trazendo fornecedores para dentro do perímetro fabril, o que otimizou significativamente a logística de componentes como pneus e conjuntos elétricos.
Em 2006, com a produção do primeiro Prisma, a capacidade anual saltou para 230 mil unidades. O grande salto tecnológico, no entanto, veio em 2012 com o projeto Onix, desenvolvido sobre a plataforma GSV. A partir de 2017, um novo aporte de R$ 1,4 bilhão preparou a fábrica para a segunda geração dos compactos, agora utilizando a arquitetura GEM (Global Emerging Markets).
Tecnologia e Indústria 4.0
Atualmente, Gravataí opera sob o conceito de smart factory, com capacidade para produzir cerca de 330 mil veículos por ano, atingindo um ritmo de até 63 carros por hora. A digitalização é um pilar da operação, com sistemas de monitoramento eletrônico que verificam desde o torque aplicado em cada parafuso até a integridade estrutural via sensores a laser.
A modernização recente, que permitiu a chegada do Sonic ao mercado, contou com um aporte de R$ 1,2 bilhão anunciado em 2024. O modelo, posicionado entre o Onix e o Tracker, utiliza motorização 1.0 turbo com injeção direta. Os preços para o mercado nacional variam entre R$ 129.990 e R$ 135.990.
Futuro e eletrificação
Embora a planta de Gravataí mantenha o foco atual em modelos a combustão, o horizonte da unidade aponta para a transição energética. A expectativa do mercado, segundo apuramos, é que a Chevrolet inicie a eletrificação de sua linha nacional com sistemas híbridos leves de 48 volts, tecnologia que deve estrear no Tracker e, posteriormente, ser expandida para o Sonic, dada a compatibilidade de suas plataformas.
Vale ressaltar que a indústria automotiva nacional vive um momento de adaptação tecnológica constante. Para quem deseja entender mais sobre o cenário competitivo, confira nosso comparativo entre Toyota Yaris Cross, Nissan Kicks e Honda HR-V, que detalha como as marcas japonesas estão respondendo a esse mercado em rápida transformação.
| Marco | Detalhe |
|---|---|
| Inauguração | 20 de julho de 2000 |
| Modelo histórico | Chevrolet Sonic RS (unidade 5 milhões) |
| Capacidade anual | Aproximadamente 330 mil veículos |
| Investimento histórico | Superior a R$ 6 bilhões |
| Plataforma atual | GEM (Global Emerging Markets) |
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