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Conectividade em estradas: governo obrigará compartilhamento de sinal de celular a partir de 2027

Governo Federal determina que operadoras compartilhem sinal de celular nas estradas a partir de 2027 para ampliar cobertura e segurança rodoviária.

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O Governo Federal anunciou uma medida estratégica para eliminar os pontos cegos de comunicação nas rodovias brasileiras. A partir de 2027, as operadoras de telefonia móvel serão obrigadas a compartilhar suas redes em trechos rodoviários, permitindo que usuários realizem chamadas e utilizem dados através de qualquer operadora disponível, mesmo que não seja a sua de origem. A iniciativa faz parte da Política Nacional de Conectividade em Rodovias.

PEDÁGIO FREE FLOW COBRANÇA AUTOMÁTICA

A determinação visa elevar significativamente a cobertura de sinal 4G ou superior em rodovias federais e estaduais. Atualmente, a cobertura nas vias federais é de 36,6%. Com a implementação do sistema de itinerância (roaming) obrigatório, a estimativa oficial é que esse índice salte para 58,9%, garantindo mais segurança e assistência aos viajantes.

Impacto na infraestrutura rodoviária

A aplicação da medida prevê levar sinal de internet móvel a 72,3 mil quilômetros de estradas até 2030. A regulamentação técnica e os critérios de remuneração entre as empresas serão definidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Ministério das Comunicações reforçou que o governo não arcará com compensações financeiras diretas às operadoras, esperando que o equilíbrio venha do compartilhamento mútuo da infraestrutura.

O ministro dos Transportes, George Santoro, pontuou que a conectividade constante é um pilar para a modernização das rodovias brasileiras. Segundo a pasta, a estabilidade de sinal é fundamental para agilizar o socorro em casos de acidentes e viabilizar a expansão do sistema de pedágio free flow, que elimina as praças físicas de cobrança e depende de conectividade para a leitura automática dos veículos.

Metas de cobertura e investimentos

A estratégia de expansão está dividida em etapas, com foco inicial em corredores críticos. Veja abaixo os principais dados sobre a projeção de conectividade:

  • Cobertura atual (federais): 36,6% (27,2 mil km).
  • Cobertura estimada com a medida: 58,9% (44,1 mil km).
  • Meta para 2030 (total): 57,1 mil km atendidos.
  • Cronograma 2027: Conexão prevista para 16 mil km, incluindo a totalidade da BR-101.

Parte do financiamento para a ampliação da infraestrutura será proveniente dos compromissos assumidos pelas vencedoras do leilão da faixa de 700 MHz, realizado pela Anatel em maio. Estão previstos cerca de R$ 2 bilhões em investimentos. Adicionalmente, a partir de 2027, as empresas poderão acessar recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) via BNDES para acelerar a instalação de antenas e repetidoras ao longo das vias.

Vale ressaltar que, conforme divulgado pelo governo, não há previsão de repasse de custos ao usuário final, estando descartada qualquer possibilidade de aumento no valor dos pedágios em decorrência direta desta política de conectividade.

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Mesaque M.

Entusiasta do universo automotivo, Mesaque está sempre atento às últimas inovações e tendências do mercado. Com um olhar prático, objetivo e sem complicações, ele acompanha de perto desde as tecnologias mais recentes embarcadas nos novos SUVs até as movimentações do setor.

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