O conselheiro executivo da Alpine, Flavio Briatore, expressou publicamente sua insatisfação após o incidente que marcou a reta final do GP do Azerbaijão de Fórmula 1. O ocorrido, que resultou em um abandono duplo para a equipe, foi causado por uma manobra de Franco Colapinto durante a relargada na 36ª volta no circuito de rua de Baku.
Na ocasião, Colapinto travou as rodas dianteiras em um ponto de baixa aderência da pista e colidiu lateralmente com o carro de Pierre Gasly. O impacto não apenas tirou ambos os competidores da disputa, como também afetou o piloto da McLaren, Lando Norris, que foi envolvido no acidente. A gravidade da situação gerou críticas imediatas, inclusive por parte de Norris, que chegou a questionar a conduta do argentino em pista.
Prejuízo na tabela de construtores e reflexões internas
Em comunicado oficial emitido pela equipe após a prova, Briatore descreveu o sentimento da escuderia como de extrema decepção. Segundo o dirigente, a Alpine desperdiçou pontos fundamentais na disputa pelo campeonato mundial de construtores, especialmente considerando que ambos os carros estavam performando dentro da zona de pontuação antes do incidente.
“Esse tipo de incidente não deveria acontecer, especialmente quando estávamos com um bom desempenho”, afirmou Briatore. O dirigente também buscou amenizar o impacto diplomático com outras escuderias, pedindo desculpas à McLaren pelo transtorno causado à corrida de Lando Norris. O episódio traz reflexões sobre o desempenho sob pressão em momentos críticos de relargada.
Crítica à manobra e gestão de futuro
Apesar de reconhecer que Colapinto assumiu a responsabilidade pelo erro, freando de forma tardia para o contexto da relargada após o período de safety car, Briatore classificou a ação como inaceitável. O executivo destacou que, mesmo considerando a experiência do piloto no grid, o erro foi de grandes proporções.
O dirigente italiano deixou claro que a equipe irá realizar uma análise interna detalhada para definir as próximas diretrizes estratégicas. “Quero dedicar um tempo para refletir sobre e considerar qual rumo tomar, para que possamos aprender com isso e evitar cenários semelhantes”, pontuou o conselheiro da Alpine.
Vale ressaltar que, apesar da falha em Baku, Colapinto vivia uma sequência positiva na temporada, tendo pontuado em quatro das últimas seis etapas. A situação contratual do piloto, que já possui vínculo garantido com a equipe francesa até o final de 2027, não deve ser alterada por este incidente isolado. O foco da Alpine agora se volta para a recuperação de terreno no campeonato e o ajuste de conduta em situações de disputa acirrada.
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