A parceria estratégica entre Renault e Geely atingiu um novo patamar de execução no Brasil. Menos de um ano após a formalização da Renault Geely do Brasil (RGdB) e o anúncio de um aporte de R$ 2 bilhões, a operação em São José dos Pinhais (PR) iniciou a montagem do primeiro produto fruto da aliança: o híbrido plugável Geely EX5 EM-i.

O cronograma da companhia prevê um investimento total de R$ 5,8 bilhões até 2027. Após o início da comercialização do EX5 em novembro, a fábrica se prepara para nacionalizar o elétrico EX2 em dezembro, com vendas previstas para o início de 2026. Segundo executivos da marca, a meta é que metade do portfólio da Renault no Brasil seja composto por veículos eletrificados ou híbridos até 2030, um movimento que reforça a transição energética discutida frequentemente em análises sobre o etanol e a indústria.
Expansão e a nova picape Niagara
A ofensiva de produtos não se limita aos eletrificados. A Renault confirmou a chegada da nova picape intermediária Niagara, prevista para o mercado brasileiro em novembro. Desenvolvida sobre a mesma estrutura do SUV Boreal, a picape busca competir diretamente com modelos consolidados, como a Fiat Toro e a Ford Maverick.

O modelo se destaca por dimensões robustas e foco em tecnologia. Confira as principais especificações técnicas da Niagara:
- Comprimento: 4,94 metros (versões 4×2 com 4,91 m).
- Entre-eixos: 2,96 metros.
- Motorização: 1.3 Turbo TCe flex (156 cv com gasolina / 160 cv com etanol).
- Torque: 27,5 kgf·m.
- Carga Útil: 654 kg.
- Capacidade de Reboque: 710 kg.
- Tecnologia: Google Built-In, câmeras 360° e assistente de IA Gemini.
A picape contará com opções de tração 4×2 e 4×4, além de uma versão híbrida com motor elétrico no eixo traseiro, agendada para o segundo semestre de 2027.

Economia circular: Stellantis amplia desmonte veicular
Enquanto a Renault avança em produção, a Stellantis celebrou o primeiro ano de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) em Osasco (SP). O projeto, pioneiro entre fabricantes na América do Sul, foca na economia circular para veículos em fim de vida.
Em doze meses, o centro processou 1.150 veículos provenientes de leilões e seguradoras, resultando na recuperação de mais de 20 mil peças. Dessas, 11 mil já foram reinseridas no mercado de reposição. A iniciativa demonstra como o reuso de componentes pode reduzir significativamente o impacto ambiental, diminuindo em até 50% as emissões de CO₂ em comparação com a produção de peças novas.
A capacidade instalada do CDV é de até 8 mil desmontagens por ano, com planos de expansão na logística reversa e certificação de novos componentes para o pós-venda.
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