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Novo cálculo do IPI força redução de potência em motores turbo no Brasil

Entenda como as novas regras do IPI e o programa Mover estão forçando a redução da potência de motores turbo no Brasil e impulsionando os híbridos.

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O mercado automotivo brasileiro atravessa uma mudança significativa em suas especificações técnicas. Nos últimos meses, uma parcela considerável de lançamentos equipados com motores turbo passou a entregar exatamente 115 cv ou 116 cv. Longe de ser uma coincidência técnica, este ajuste é uma resposta direta às novas diretrizes do programa industrial Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que alterou a lógica de cobrança do IPI.

Jeep Avenger Limited off road visto de frente

Diferente do cenário anterior, onde o deslocamento volumétrico (como a marca de 1.0 litro) garantia benefícios tributários, o novo sistema de cálculo do imposto foca na eficiência e na potência declarada. O objetivo do Governo Federal é incentivar a produção de veículos menos poluentes e mais tecnológicos.

O fim da vantagem do motor 1.0

Atualmente, o deslocamento do motor deixou de ser o fator determinante para o benefício fiscal. Em vez disso, foram estabelecidas faixas de potência para a tributação. A estratégia das montadoras para manter o IPI em um patamar competitivo foi ajustar o gerenciamento eletrônico dos propulsores para não ultrapassar a faixa de isenção ou as faixas de menor custo adicional.

Confira as novas faixas de tributação vigentes:

  • Até 115,6 cv: 0 p.p. de acréscimo
  • Até 142,8 cv: + 0,75 p.p.
  • Até 179,5 cv: + 1,5 p.p.
  • Até 224,4 cv: + 3,0 p.p.

Conforme apuramos, a Chevrolet foi pioneira nesta adaptação, ajustando seu motor turbo que entregava 121 cv para o novo patamar. A Hyundai seguiu caminho similar com a linha equipada com motor 1.0 TGDI, reduzindo a potência de 120 cv para 115 cv. A Stellantis também aplicou a medida em seu propulsor 1.0 turbo, reduzindo de 130 cv para 116 cv, embora tenha mantido o torque inalterado em 20,4 kgfm.

Impactos além dos motores 1.0

A reconfiguração não se limitou aos compactos. Motores de maior cilindrada também sofreram cortes para se enquadrarem nas novas alíquotas. O motor 1.6 turbo, anteriormente capaz de entregar 193 cv no Hyundai Creta, passou a ser calibrado para 176 cv em sua versão flex produzida no Brasil. A Caoa Chery também realizou ajustes, reduzindo a entrega do seu 1.6 turbo de 187 cv para 180 cv.

A tendência de mercado aponta que modelos como o Renault Kardian, que atualmente entrega 125 cv, deverão passar por reduções em breve, visando a adequação ao novo cenário fiscal. Para entender melhor as movimentações recentes do mercado, leia nossa análise sobre o Fiat Fastback 2027.

Híbridos leves ganham protagonismo

jeep avenger limited verde cofre do motor T200

Para veículos que ultrapassam a barreira dos 115,6 cv, a eletrificação tornou-se o caminho mais viável para mitigar a carga tributária. A introdução de sistemas Híbridos Leves (MHEV) de 48 volts está nos planos de curto prazo de diversas fabricantes operando no Brasil, incluindo Volkswagen e Chevrolet.

Enquanto a Renault desenvolve tecnologias voltadas para a tração elétrica no eixo traseiro em modelos como a picape Niagara, a Honda estuda a aplicação de sistemas híbridos leves em sua gama de motores 1.5 aspirados. Essas movimentações confirmam que, até 2030, a oferta de veículos eletrificados será a regra, e não a exceção, no catálogo das montadoras nacionais.

Chevrolet 2027 Sonic

Para quem busca otimizar a manutenção de seus veículos diante das novas tecnologias, vale a pena conferir detalhes sobre a história técnica dos lubrificantes e como eles se aplicam à longevidade dos novos conjuntos motrizes.

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Mesaque M.

Entusiasta do universo automotivo, Mesaque está sempre atento às últimas inovações e tendências do mercado. Com um olhar prático, objetivo e sem complicações, ele acompanha de perto desde as tecnologias mais recentes embarcadas nos novos SUVs até as movimentações do setor.

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