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Usar smartwatch enquanto dirige gera multa? Veja o que diz a legislação

Saiba se o uso de smartwatches ao dirigir gera multa segundo o Código de Trânsito Brasileiro e entenda os riscos de distração ao volante.

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A popularização dos relógios inteligentes (smartwatches) trouxe conveniência ao cotidiano, permitindo que motoristas verifiquem notificações, atendam chamadas e leiam mensagens rapidamente pelo pulso. No entanto, o uso desses dispositivos no trânsito levanta uma questão jurídica e de segurança recorrente: interagir com o relógio enquanto dirige é passível de multa?

shutterstock homem usando um smartwatch enquanto dirige

Embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não mencione explicitamente os smartwatches, a legislação estabelece diretrizes rigorosas quanto à atenção do condutor. A interpretação de agentes de trânsito em casos de flagrante foca no prejuízo à condução segura, equiparando o comportamento a outras distrações proibidas.

O que diz a lei sobre o uso de aparelhos eletrônicos?

A referência legal mais próxima para este cenário é o Artigo 252 do CTB, que veda o uso de celulares e fones de ouvido durante a condução. O texto tipifica como infração gravíssima — sujeita a multa de R$ 293,47 e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — o ato de segurar ou manusear aparelhos celulares.

Na prática, mesmo sem uma proibição nominal para relógios, o agente de fiscalização pode autuar o condutor se identificar que a interação com o dispositivo está tirando o foco do trânsito. Isso inclui ações como:

  • Digitar ou selecionar opções na tela do relógio;
  • Ler mensagens longas ou e-mails;
  • Gesticular excessivamente para atender chamadas;
  • Perder o domínio do veículo devido à distração visual ou motora.

Os riscos da distração ao volante

O perigo vai além da sanção financeira. Especialistas em segurança viária alertam que o desvio de atenção por apenas dois segundos, a uma velocidade de 60 km/h, faz com que o veículo percorra mais de 30 metros praticamente sem o controle atento do motorista. Diferente do celular, que geralmente fica posicionado no suporte, o smartwatch permanece no pulso, emitindo estímulos táteis (vibrações) que induzem o motorista a desviar os olhos da via de forma involuntária.

Para mitigar esse risco, a recomendação é silenciar as notificações ou ativar o modo “Não Perturbe” antes de iniciar qualquer deslocamento. A prudência é fundamental, especialmente ao considerar novas tecnologias de assistência, como as que exploramos em nossas análises de lançamentos automotivos.

Diferenças entre Smartwatch e Celular no suporte

Existe uma distinção clara entre o uso de dispositivos fixos e o uso de dispositivos vestíveis, como detalhado abaixo:

Dispositivo Regra Geral
Celular no suporte Permitido para navegação, desde que fixado no painel ou para-brisa e configurado antes da partida. É proibido tocar na tela com o carro em movimento.
Smartwatch Não possui regulamentação que autorize o uso para navegação visual no pulso, devido à necessidade de virar o braço e focar em uma tela pequena.

A legislação busca preservar a integridade física dos ocupantes do veículo e dos demais usuários da via. Manusear qualquer equipamento eletrônico que exija a retirada das mãos do volante ou desvie a atenção visual é considerado uma falha de conduta grave perante as autoridades de trânsito.

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Mesaque M.

Entusiasta do universo automotivo, Mesaque está sempre atento às últimas inovações e tendências do mercado. Com um olhar prático, objetivo e sem complicações, ele acompanha de perto desde as tecnologias mais recentes embarcadas nos novos SUVs até as movimentações do setor.

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