O Renault Kwid, consolidado como um dos pilares da marca francesa no Brasil, chega à linha 2027 com uma atualização focada em tecnologia e percepção de qualidade. A versão Techno, posicionada como a configuração intermediária da gama, busca refrescar o projeto que completará uma década de mercado nacional em breve. Com um preço sugerido de tabela de R$ 85.890, o modelo está sendo ofertado, em campanha promocional de lançamento, por R$ 75.990.
Em nossa análise editorial, fica claro que a Renault concentrou seus esforços onde o consumidor mais sentia o peso dos anos: a cabine. Embora a essência mecânica permaneça inalterada, o conjunto estético e digital trouxe um novo fôlego ao subcompacto produzido em São José dos Pinhais (PR).
Design e conectividade: o foco da atualização
A renovação visual externa foi pontual, mas eficiente. O para-choque frontal redesenhado confere ao modelo uma postura mais robusta, enquanto a grade em preto brilhante alinha o Kwid à linguagem visual global da Renault. Na parte traseira, a adoção de lanternas com máscara escurecida e lentes transparentes, somada à nova antena tipo barbatana de tubarão, elimina detalhes que já eram alvo de críticas estéticas pelos consumidores.
O salto tecnológico é o ponto alto do modelo 2027. O painel foi totalmente repensado para acomodar duas telas: um quadro de instrumentos digital TFT de 7 polegadas e uma central multimídia Media Evolution de 10,1 polegadas. Este sistema, herdado do Kardian, oferece conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, com uma interface significativamente mais rápida que a geração anterior.
Desempenho e comportamento dinâmico
Sob o capô, a motorização 1.0 SCe de três cilindros mantém sua proposta estritamente urbana. Com 71 cv (etanol) e 68 cv (gasolina), o carro se beneficia do baixo peso para oferecer agilidade em arrancadas e trânsito pesado. A transmissão manual de cinco marchas continua sendo a única opção disponível.
Ficha Técnica e Desempenho
- Motor: 1.0 SCe flex, 3 cilindros
- Potência: 71 cv (E) / 68 cv (G)
- Torque: 10 kgfm (E) / 9,4 kgfm (G)
- 0 a 100 km/h: 14 segundos (gasolina)
- Velocidade máxima: 159 km/h
Uma mudança notável, embora não declarada estruturalmente pela montadora, é a calibração da direção elétrica. O sistema apresenta maior firmeza, passando mais confiança em movimento, sem comprometer a facilidade necessária para manobras em vagas apertadas. Entretanto, ao carregar o veículo com passageiros e bagagem, o motor demonstra a limitação típica dos propulsores de entrada, exigindo mais trocas de marchas e planejamento em aclives.
Eficiência e praticidade
A economia de combustível continua sendo um dos pontos fortes do projeto. O sistema Start & Stop auxilia no controle do consumo urbano. Confira a média obtida em nossos testes práticos:
| Ciclo | Consumo (Gasolina) |
|---|---|
| Urbano | 13,5 km/l |
| Rodoviário | 17,6 km/l |
Se você busca entender como este modelo se posiciona perante a concorrência e outras opções da marca, vale conferir também o Jetour T2 PHEV, que explora um nicho de maior eletrificação e robustez visual.
Conclusão: a evolução vale o investimento?
O Kwid Techno 2027 é, tecnicamente, o melhor Kwid já produzido. A melhoria no acabamento interno, com o uso de texturas mais caprichadas e o novo sistema multimídia, eleva o patamar de conforto visual. Contudo, as limitações estruturais de espaço na largura do banco traseiro e a necessidade de rotações elevadas em estrada permanecem.
O modelo ganha competitividade na faixa dos R$ 75.990 promocionais. Acima disso, o comprador se depara com um mercado de usados mais amplo, capaz de entregar maior espaço interno e potência. Para quem prioriza agilidade urbana, conectividade atualizada e economia, a versão Techno atende com eficiência, desde que o uso se mantenha dentro da proposta urbana para a qual o carro foi desenhado.
Apareceu primeiro em: https://motor1.uol.com.br/reviews/810479/teste-renault-kwid-techno-2027/


