Após meses de debates sobre a escolha do nome e o design, a Ferrari 849 Testarossa Spider finalmente mostrou a que veio. Em testes realizados nas estradas de Tenerife, na Espanha, o modelo superou as polêmicas iniciais ao entregar uma dinâmica que redefine a relação entre um superesportivo de alta potência e o motorista. O que se destaca não é apenas o desempenho bruto, mas a precisão cirúrgica com que o conjunto híbrido entrega 1.050 cv.
Performance e números de pista
Os números da nova Ferrari são condizentes com o patamar de elite da marca. Com um sistema híbrido que combina o motor a combustão e três motores elétricos, o bólido apresenta capacidades impressionantes:
- Potência combinada: 1.050 cv
- Aceleração de 0 a 100 km/h: abaixo de 2,3 segundos
- Aceleração de 0 a 200 km/h: 6,5 segundos
- Tempo de volta em Fiorano: 1min18s100
A engenharia focou em transformar essa força em uma experiência tátil. Em nossa análise editorial, observamos que a Ferrari conseguiu equilibrar a tecnologia de ponta com um comportamento dinâmico que prioriza a conexão com quem segura o volante, algo cada vez mais raro em veículos de tal complexidade técnica.
O papel do V8 e o sistema híbrido
Embora a eletrificação seja parte central do projeto, o motor V8 4.0 biturbo continua sendo o protagonista. Com 830 cv, ele entrega 50 cv a mais que o propulsor utilizado na SF90. A ausência do layout “hot V” mantém a configuração tradicional da marca, enquanto a assistência elétrica aprimora a entrega de torque.
Dois motores elétricos são responsáveis pelo controle individual de torque no eixo dianteiro, enquanto um terceiro componente, com tecnologia derivada da Fórmula 1, atua entre o motor e o câmbio. O resultado é um sistema de tração integral que atua de forma invisível, garantindo tração máxima sem sacrificar a agilidade nas curvas.
Aerodinâmica ativa e engenharia
O design da 849 Testarossa Spider bebe da fonte das competições, remetendo diretamente ao protótipo 499P, vencedor das 24 Horas de Le Mans. A aerodinâmica foi projetada para gerar até 415 kg de carga a 250 km/h. O aerofólio traseiro ativo é um dos destaques, sendo capaz de ajustar sua posição em menos de um segundo para adicionar 100 kg de downforce extra quando necessário.
No caso da versão Spider, a rigidez e o desempenho foram preservados mesmo com a capota recolhida. O teto rígido retrátil opera em 14 segundos, podendo ser acionado com o carro em movimento a velocidades de até 45 km/h. Para quem busca entender como o mercado evolui, confira também nossa análise sobre BYD Atto 8, que exemplifica o avanço da hibridização em outros segmentos.
Foco no condutor e ergonomia
Uma mudança significativa na 849 Testarossa foi o retorno aos botões físicos no interior. A Ferrari, atendendo a pedidos de proprietários, abandonou parte dos comandos sensíveis ao toque em favor da ergonomia tátil, incluindo o clássico botão vermelho de partida no volante. Essa alteração, embora pareça simples, melhora substancialmente a experiência em condução esportiva, evitando distrações e falhas operacionais.
A dinâmica de condução foi aprimorada com a redução de 10% no controle de rolagem em comparação à SF90. A direção está mais rápida e o acelerador mais responsivo, conferindo ao modelo uma agilidade que lembra a condução de um kart de alta performance, mas com a sofisticação tecnológica de uma marca centenária.
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Apareceu primeiro em: https://motor1.uol.com.br/reviews/802066/impressoes-ferrari-849-testarossa-spider/


