O mercado brasileiro de SUVs médios vive um momento de transição, com uma invasão crescente de modelos eletrificados e foco total em telas digitais. No entanto, o Mitsubishi Eclipse Cross mantém uma posição distinta, apostando em atributos mecânicos tradicionais, como a tração integral S-AWC e um acerto dinâmico focado no comportamento em diferentes tipos de terreno.
Com trajetória iniciada no Brasil em 2018, o utilitário japonês consolidou-se como uma opção para quem valoriza a robustez e a tradição da marca em sistemas de tração nas quatro rodas. Em nossa análise editorial, observamos que, mesmo sem eletrificação, o modelo permanece como uma escolha técnica relevante diante de concorrentes focados apenas em eficiência energética.
Dimensões e praticidade
O SUV apresenta medidas equilibradas, garantindo uma presença robusta e bom aproveitamento interno. Com 4,54 metros de comprimento e um entre-eixos de 2,67 metros, o veículo acomoda bem passageiros e bagagens. O diferencial prático fica por conta do ajuste de inclinação dos bancos traseiros e do porta-malas de 473 litros com acionamento elétrico.
| Especificação | Medida |
|---|---|
| Comprimento | 4,54 m |
| Largura | 1,80 m |
| Altura | 1,68 m |
| Entre-eixos | 2,67 m |
| Porta-malas | 473 litros |
Diferenciais da versão Black 4×4
A versão Black posiciona-se como a topo de linha, trazendo uma estética mais agressiva com detalhes em preto brilhante na grade, retrovisores e logotipos. Por dentro, o acabamento é refinado com bancos em couro e camurça, teto solar panorâmico duplo e um sistema de som premium assinado pela JBL, que inclui amplificador e subwoofer dedicados.
A conectividade é garantida por uma central multimídia de 12,3 polegadas com suporte a Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Vale ressaltar que a Mitsubishi optou por manter comandos físicos intuitivos no painel, uma decisão que prioriza a ergonomia em detrimento da moda de concentrar todas as funções em telas sensíveis ao toque.
Desempenho e tração S-AWC
Sob o capô, o Eclipse Cross utiliza o motor 1.5 turbo a gasolina que entrega 165 cv e 25,5 kgfm de torque, acoplado a um câmbio CVT com simulação de 8 marchas. O conjunto é eficiente, com injeção dupla, mas nota-se a ausência de recursos modernos como o sistema Start&Stop.
O ponto alto, contudo, é o sistema S-AWC (Super All Wheel Control). O motorista pode alternar entre modos para asfalto, cascalho ou superfícies escorregadias. A suspensão independente nas quatro rodas — McPherson na frente e Multilink atrás — oferece um equilíbrio raro entre conforto de rodagem e estabilidade em curvas. Para quem busca entender a evolução do mercado, também analisamos como modelos como o VW T-Cross 2027 estão se posicionando em segmentos adjacentes.
Segurança e Consumo
No quesito segurança, o pacote ADAS é completo e inclui:
- Piloto automático adaptativo
- Frenagem autônoma de emergência
- Monitoramento de pontos cegos
- Alerta de tráfego cruzado traseiro
- Sete airbags
- Head-Up Display
Em termos de consumo, o modelo entrega médias de 9,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. São números adequados para um SUV de tração integral permanente, embora fiquem atrás de opções híbridas que priorizam o uso urbano.
Veredito: vale a pena em 2026?
O Eclipse Cross Black 4×4 é um produto de nicho. Se a sua prioridade é o consumo de combustível extremo, existem opções eletrificadas mais atraentes. Entretanto, para o consumidor que busca um veículo com dirigibilidade superior, tração integral real e uma mecânica testada e confiável, ele continua sendo uma das escolhas mais racionais disponíveis na faixa dos R$ 225 mil.
Enquanto a indústria corre para a eletrificação, a Mitsubishi mantém a fidelidade a uma engenharia que privilegia o controle e a segurança ativa em condições adversas, provando que um projeto maduro ainda tem muito valor frente às novidades puramente tecnológicas.
Apareceu primeiro em: https://motor1.uol.com.br/reviews/802744/mitsubishi-eclipse-cross-porque-comprar/


