O Chevrolet Tracker permanece como um dos pilares de vendas da marca no mercado brasileiro. Com a renovação apresentada em 2025, o SUV compacto consolidou sua posição entre os mais emplacados do país. No primeiro semestre de 2026, o modelo registrou 29.224 unidades vendidas, mantendo-se competitivo diante de rivais como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta.
Evolução visual e atualizações internas
A reestilização recente buscou alinhar o Tracker à identidade global da Chevrolet, aproximando seu design de modelos como o Equinox e o Blazer EV. A dianteira destaca-se pelo conjunto óptico duplo e grade frontal redesenhada. Na traseira, a alteração foi discreta, concentrando-se em novas lanternas com lentes translúcidas.
No habitáculo, a atualização endereçou uma das principais críticas dos consumidores. O painel, que antes utilizava instrumentos analógicos, recebeu um cluster digital de 8 polegadas. A central multimídia MyLink agora conta com uma tela de 11 polegadas, disponível desde a versão LT. Apesar da digitalização, a Chevrolet optou por manter botões físicos para comandos de climatização e volume, uma característica elogiada por priorizar a ergonomia e facilitar o manuseio durante a condução.
Desempenho e motorização
O diferencial técnico do Tracker reside em sua oferta de motores turbo da família CSS Prime. O propulsor 1.2 turbo, com injeção direta, entrega até 141 cv e 22,9 kgfm de torque, superando significativamente o rendimento da variante 1.0, que oferece 115 cv e 18,9 kgfm. As métricas de consumo são as seguintes:
- 1.2 Turbo (Etanol): 7,6 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada.
- 1.2 Turbo (Gasolina): 11 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada.
A montadora reforçou a confiabilidade do sistema de correia banhada a óleo com revisões no material e a extensão da garantia para até 240.000 km. Além disso, o modelo prepara-se para a eletrificação, com a expectativa de receber um sistema híbrido leve de 48 volts, seguindo a tendência de mercado já observada em concorrentes como o Jeep Renegade.
Espaço interno e capacidade de carga
Um dos pontos de atenção para o consumidor é o espaço interno. Com um entre-eixos de 2.570 mm, o Tracker oferece conforto adequado para quatro adultos, mas carece de itens essenciais para os passageiros do banco traseiro, como saídas de ar dedicadas. O porta-malas de 393 litros cumpre seu papel para o uso urbano, mas figura entre os menores do segmento quando confrontado com o Renault Duster (475 litros) ou o Fiat Fastback (516 litros).
Futuro e parcerias estratégicas
Em nossa análise editorial, observamos que o cenário dos compactos passará por transformações profundas até o final da década. A colaboração entre Chevrolet e Hyundai para o desenvolvimento de novos projetos promete compartilhar plataformas e componentes, preservando, contudo, o DNA de design de cada marca. Esta iniciativa, prevista para ocorrer entre 2028 e 2030, deve definir a próxima geração do utilitário.
Para quem busca entender o histórico de produção da marca no país, vale conferir detalhes sobre a fábrica da Chevrolet em Gravataí, que é fundamental para a viabilidade de modelos como o Tracker e o Onix no mercado nacional.
Linha de versões
A gama é estruturada para atender diferentes perfis, desde a versão Turbo AT — focada em competitividade de preço e isenções para PcD, mantendo-se próxima aos R$ 120 mil — até a versão RS, que entrega um apelo visual mais esportivo e custa na faixa de R$ 180 mil. Essa estratégia permite que a marca retenha clientes que migram de segmentos de entrada para SUVs compactos mais equipados.
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